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Por: Davi Garcia

Sherlock: ótimo final de temporada traz novo mistério pra série

Sherlock 303

[com spoilers do ep. 3×03] Yeap. Steven Moffat e Mark Gatiss fizeram de novo. Não satisfeitos em nos deixar dois longos anos esperando pela revelação do mistério por trás do falso suicídio de Sherlock Holmes, eis que agora, no apagar das luzes deste ótimo terceiro ano, ele lança outro mistério e uma nova pergunta inquietante: como assim Jim Moriarty está vivo??? Sim, a jogada serve como um belo teaser da já confirmada quarta temporada de Sherlock, mas cá entre nós… Vá gostar de ser sacana assim com os fãs da série na pqp no palácio de Buckingham hein?!

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De toda forma, que belíssimo season finale foi esse “His Last Vow”, não é mesmo? Não que seja uma novidade ter a sensação de que os 90 minutos de duração dos episódios de Sherlock passam voando, mas tenho certeza de que se colocassem alguém para pesquisar o fenômeno, a pessoa acabaria concluindo que esse desfecho da temporada na verdade não teve mais do que, sei lá, uma meia horinha. Afinal, foi impossível ignorar o dinamismo com que os eventos foram ocorrendo, desde a apresentação formal do vilão da vez, Magnussen, passando pela revelação de que Mary realmente escondia algo da dupla protagonista (e modéstia à parte, cantei essa bola no comentário do ep. 3×02) até aquele desfecho inesperado no exterior da bela mansão do magnata chantagista.

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Sobre este último, aliás, achei bem sacada a saída encontrada por Moffat para estabelecer Charles Augustus Magnussen (inspirado no personagem do conto “The Adventure of Charles Augustus Milverton”) como um chantagista, já que, embora a função soe cafona e datada para um vilão nos tempos atuais, sendo ele um magnata da mídia (“Fatos são para livros de história. Eu trabalho com notícias”, diz logo no início), é razoável pensar que o cara poderia de fato ter acesso a todo aquele tipo de informação que acabou reunindo em seu ‘palácio mental’, o ‘local’ usado para guardar segredos capazes de controlar (ou destruir) homens e mulheres poderosas como Lady Smallwood ou mesmo uma família em formação como a de John Watson, por exemplo.

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A propósito, se a princípio a virada em torno de Mary poderia ser encarada como um artifício rasteiro para criar conflito e levantar a possibilidade de Watson voltar a viver com Sherlock no 221B da Baker Street, fato é que tudo que envolveu o antes e o depois dessa revelação (bem como suas consequências), renderam gags excepcionais para esse final de temporada. Dois exemplos? Watson achando o amigo disfarçado entre drogados e aquele teatro amoroso envolvendo a bela Janine (as caras que Watson faz quando vê “Sherl” todo romântico são hilárias) que culminaria num bizarro, mas não menos divertido, semi-pedido de casamento.

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Mas falando sobre os aspectos mais sérios da trama deste episódio, destaque óbvio para a sequência da invasão aos escritórios de Magnussen (com Sherlock vislumbrando alguns dos cenários possíveis para aquele ato) seguida por toda aquela viagem quase psicodélica que mostra um pouco da mente de Sherlock lutando por sua vida e, claro, para aquela que começa com Mary sendo desmascarada no beco e termina no loft do detetive com um John Watson que surge irado alguns meses antes da emotiva reconciliação que ocorre em pleno Natal na casa dos pais de Sherlock e Mycroft.

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E tudo isso alguns bons minutos antes daqueles créditos que, como nos lembrou o narrador da BBC num tom sarcástico tipicamente inglês, tinham que ser assistidos até o fim para que não perdêssemos nada. O lembrete do cara, aliás, só não foi perfeito porque faltou algo como um “Alô Moffat, Gatiss, Cumberbatch e Freeman, não sejam bastards deixando o espectador outros dois anos de castigo para descobrir como essa brincadeira continua, ok?!

5star

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