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Por: Bruno Carvalho

O fim de Glee e o legado da autotunização da música

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Glee encerrou sua jornada no último dia 20 de março na TV americana após seis temporadas. Teve bons episódios ao longo desse tempo, mas no final foi abandonada por grande parte do público que começou a assistir graças aos muitos reboots temáticos e realocações da trama, algo que virou marca registrada do criador da série Ryan Murphy. Ele tem boas ideias, consegue executá-las de forma satisfatória por um tempo e depois se perde no que criou e não sabe dar continuação ou conclusão satisfatória. Por isso ele virou o principal entusiasta do formato “série antológica”, onde cada temporada tem os elementos da premissa, mas são independentes como uma minissérie. As três produções em que ele trabalha atualmente seguem nesse esquema: American Horror StoryAmerican Crime StoryScream Queens

Eu não gosto de Glee (e neste texto eu explico o motivo), mas reconheço que a série teve sim os seus méritos graças à sua temática de abordar “o poder dos losers“, tema central de vários filmes que influenciaram a geração de 80/90. No elenco, especialmente na parte dos jovens intérpretes, não tivemos grandes nomes, à exceção de participações especiais. A seleção para as vagas na série ocorreu numa espécie de mini-American Idol por todos os EUA, justamente para achar “gente como a gente”. Uma pesada campanha de marketing também foi fundamental: várias ações pontuais e efetivas por todo o mundo foram realizadas antes, durante e depois do lançamento da série em 2009.

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Glee deixará um legado importante à TV e à música? Não. O roteiro era ralo, descompromissado e só. As atuações nada mais que aceitáveis, com poucas exceções (Jane Lynch, especialmente). Falar que Glee foi uma série “excepcional” ou “revolucionária” é forçar a barra. Mas é aí que vem a grande sacada dos idealizadores, que sabiamente transpuseram a série da TV, seja na Internet, nas rádios, revistas, nos palcos, no Cinema, na Oprah ou até mesmo na Casa Branca de Obama. Sem toda esta estrutura em volta, o sucesso como foi no começo seria impraticável. Vendida como uma “comédia musical”, Glee falhava de cara simplesmente por não fazer rir. O texto estava mais preocupado em criar um sentimentalismo de atacado que impulsionava a venda de produtos [1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8...] do que realmente propor discussões vindouras. Como musical o desastre era ainda maior, pois o uso excessivo de ferramentas computadorizadas de correção de voz já denotava a rasteira qualidade de seu principal atributo.

Não se criava música boa. Seus produtores estavam mais preocupados em garantir os direitos autorais para reciclar na TV sucessos do presente e do passado do que em construir um texto sólido e sustentável por temporadas. A série começou promissora, mas ao longo dos anos a produção se tornou criativamente irrelevante à medida que seus idealizadores estavam cada vez mais seduzidos pelo próprio hype que estabeleceram e não souberam manter. O resultado foi uma produção frívola, efêmera e que não acrescenta nada à arte. Jogaram ali um episódio em “homenagem” a Britney Spears, outro a Lady Gaga, capitalizaram em cima de mortes como a de Whitney Huoston (num especial que foi ao ar semanas após o falecimento da cantora) e até mesmo a de um integrante do elenco, Cory Monteith. Acrescentaram pinceladas de temas relevantes como preconceito, bullying, sexualidade, gravidez etc., sem o aprofundamento que outras séries adolescentes como Friday Night Lights ou até mesmo The OC tiveram. Glee durou mais do que deveria e sai da TV esmaecida pela ambição de sua proposta e pelo piloto automático que tomou conta da segunda metade de sua existência. É uma pena, pois tinha o potencial e todos os elementos para ser muito mais.

29 respostas para “O fim de Glee e o legado da autotunização da música”

  1. —A disse:

    Foi sua pior crítica, você deixou seu gosto pessoal afetar a análise crítica da série. Uma pena ver um site de tanta qualidade pecar tanto.

  2. Oi, Bruno! Eu acompanho o Ligado em Série há muito tempo e gosto muito, mesmo! Os textos aqui são sempre bem escritos e ao contrário do que as pessoas querem, parciais. Não vejo nenhum problema em você ser parcial e dizer que Glee é irrelevante e tal – eu pessoalmente também acho, apesar de ter curtido muito a série como guilty pleasure, sabe? A primeira temporada foi bacana e pra mim, que gosto de musicais, foi uma ótima surpresa ver uma série com tantas músicas. Perdeu a graça, infelizmente.

  3. Lih disse:

    Achei que você conseguiria ser imparcial e mesmo sabendo que você detesta Glee e mesmo eu sabendo dos problemas da série, achei que você iria pontuar os méritos… Que nada… Você apenas quis fazer o que disse que a série fez com a música, se aproveitou do tema pra fazer um postzinho. Sinceramente glee se perdeu em muita coisa, teve muitas falhas nas ultimas 2 temporadas… Mas deixa sim um legado na Tv, se não pela sua inovação conceitual e de multimídia, mas principalmente por abordar temas delicados que são irrelevantes pra muitas pessoas, presumindo você, mas que toca as pessoas que passaram por problemas similares, fosse vítima ou réu. Se o roteiro foi muitas vezes rasos e se a comédia, não atingiu a todos… Não muda o fato da sua relevância. Glee propôs e expôs temas extremamente delicados para uma série teen, fugindo do mamão com açúcar de mocinha rica que se apaixona pelo jogador lindo do time de futebol. Ela pegou todos esses e outros elementos e sacudiu, tirando daí a identificação de quem era isso e de quem era o oposto disso. Fora tudo isso, ficou o estigma de que glee era uma série gay, que quem assistia era gay necessariamente…. A série nunca foi isso, mas chegou num ponto que ela gritou: E DAÍ SE FOR? E simplesmente começou a tratar gay com a mesma proporção que os héteros, não só em relevância, mas em quantidade. O seu preconceito com a série (com a série!), te impediu de ver coisas muito importantes que ela fez. Mas claro que se você nunca viu isso no auge da série, não vai ser agora que você vai ver. Uma pena pra você, mas que bom que muitos se permitiram assistir a série sem a superficialidade do roteiro e sem a superficialidade de sua crítica.

  4. B. disse:

    Até pq um coral ate onde eu sei não cria música, ele canta as que já existe, e antes que use a palavra mágica, autotune, deveria pegar um live e ver quem usa autotune não são eles e sim esses artistas de hoje.

  5. B. disse:

    Você como um critico deveria saber se gosto não interfere em uma pesquisa de mercado. O que voce gosta fica para você. E deveria saber avaliar algo com integridade e “perder” pelo menos 20 min do seu precioso tempo e fazer uma pesquisa a fundo sobre o impacto que Glee causou, ao invés de vir aqui e falar meia duzia de criticas pessoas.

  6. Santana Lopez disse:

    bruno carvalho vc não sabe de nada inocente va dormir em vez de falar caquinha _I_

  7. Adriano Martins disse:

    kkkkkkkkkk o cara é fã de Friends!! Pra mim isso já diz muito sobre a pessoa!!

  8. jessica disse:

    hey. você pode me explicar isso? o que é fã de friends pra você? fiquei curiosa

  9. Bruno Luz Sousa disse:

    Também não entendi. Juntamente com Seinfeld, Friends é considerada por os maiores críticos americanos como a melhor série de comédia já feita. E Glee? Bom… Digamos que eles não tem esse apreço todo por Glee.

  10. Bruno Luz Sousa disse:

    O pessoal aqui esquece que esse é um blog com textos opinativos sobre séries, portanto, obviamente não são imparciais. Pelo contrário, são totalmente parciais. O “gosto pessoal” é o aspecto principal de um texto opinativo.

  11. Marcos Rutkoski disse:

    Eu gostei tanto da primeira temporada. Depois ficou tão ruim que eu vi só a segunda, a terceira nem toquei e a partir daí não vi nem notícias mais da série.
    Eu detestei o que fizeram com a Charice; tá certo que ela não era a melhor atriz, mas era uma super cantora, e eles boicotaram e sabotaram ela de diversas formas, até eliminá-la da série. A melhor música própria da série “As long as you’re there” foi tão encurtada, cortada, e mal feita que ficou evidente a sabotagem. Conheço todas os vídeos da Charice, e na série conseguiram deixar ela sem graça em sua performance final.
    Vi os primeiros episódios da terceira temporada, mas achei tão ruim que parei no começo.

    Glee foi uma série com uma excelente primeira temporada. Mas Ryan Murphy é péssimo, eu não consigo gostar de nenhuma série dele. E os episódios bons de Glee se eu não me engano eram escritos por outro companheiro de trabalho.
    Ainda bem que terminou, na verdade passou muito do tempo de ter acabado.

  12. Willian Kenji Tanaka disse:

    Concordo contigo em determinados pontos, Bruno. Acompanhei religiosamente as seis temporadas de Glee, nunca por tê-la considerado uma série esteticamente interessante (muito menos por causa do roteiro, EMBORA reconheça que, durante certo tempo, uma das mais inovadoras características de Glee tenha sido a conciliação da temática adolescente com certo humor negro próprio das séries de Ryan Murphy), mas por considerá-la um delicioso guilty pleasure. Adorava as músicas autotunizadas, sentia grande simpatia pelo elenco original (que, diga-se de passagem, é relativamente talentoso), curtia o non-sense da série e, até mesmo, as tentativas frustradas e megalomaníacas de titia Ryan em “ousar”.
    O problema é que Glee sempre tentou ser monumental e, infelizmente, nunca conseguiu. As inconsistências de roteiro (que não desapareceram nem quando, na terceira temporada, o show deixou de possuir 3 MÍSEROS roteiristas, e contratou um time bastante razoável de escritores) sempre foram o pior defeito da série. Ryan e companhia não souberam levar a série adiante simplesmente porque Glee era o grande parque de diversões de seus criadores. Em certo momento, Glee deixou de tentar ser monumental e se tornou o previsível “The Rachel Berry Show”. E, meu Deus: foi aí, infelizmente, que deixei de me importar total com os rumos da série.
    Acho que as coisas mudaram um pouco na última temporada, mas mesmo assim a considero medíocre, em relação às três primeiras. Aliás, o arco de realização de Glee podia muito bem ter sido finalizado na terceira temporada satisfatoriamente, APESAR de a série ter sido bastante inconsistente até então.

    Agora, aponto duas coisas de “revolucionárias” de Glee:
    1ª) Embora o recurso musical tenha sido repetidas vezes muito mal utilizado pela série (sempre me incomodava o fato de seguidamente Glee parecer um grande videoclipe), é inegável a influência de Glee para o surgimento de diversas séries musicais. Se hoje Empire pode estourar na audiência norte-americana, não podemos desconsiderar o precedente.
    2º) Repito diversas vezes que a principal ofensa de Glee para o público era o tratamento de temáticas sérias com o tom desleixado e inconsistente. Exemplo disto é o terrível tratamento da storyline de transexualidade de Coach Beiste na última temporada. PORÉM, os elementos novelescos de drama adolescente de Kurt, um dos principais personagens da série (e gay) eram relativamente recentes quando Glee foi lançada. É óbvio que já tínhamos Will and Grace, Queer as Folk, Six Feet Under e meia dúzia de séries com personagens homossexuais, mas centrar a segunda temporada inteira em torno do tema de auto-ajustamento de Kurt (e, naquela época, a série possuía uma ótima recepção de público, ainda que não de crítica) foi bastante catalisador para o surgimento mais recorrente de personagens homossexuais na tv americana. Hoje temos Shondaland, tivemos Smash, há Orphan Black, The Fosters e Faking it. Veja o números de personagens LGBT antes de Glee pra notar a diferença. Em certo sentido, devemos um pouco a Glee essa abordagem. Talvez, exatamente pelo fato de que na última temporada Glee não precisava dar contas à audiência (que era irrisória) e crítica (who cares about Glee?), ela provavelmente foi a série mais gay num canal aberto.

    Mas é isso. Não defendo Glee por todas as suas deficiências (muito bem elencadas por você). Mas acho que a série fica – não pra posteridade, porém – como catalisadora de diversas tendências em seu momento de surgimento. Poderia ter sido melhor? Mil vezes. De qualquer forma, foi relativamente divertido pra quem, doidamente, se propôs a ficar.

  13. Korben Dallas disse:

    Se a critica fosse positiva os fás da série não dariam chiliquinho aí embaixo.
    Vi as duas primeiras e olha, cansou viu? Sempre a mesma coisa. E olha que sou extramente tolerante a porcarias, até assisto Z Nation.
    A “imparcialidade do crítico” é mais do que justificada pra quem consegue deixar a “emoção” de lado, parabéns..

  14. Camila del castro disse:

    Concordo que após a segunda temporada ( principalmente na 5º) Glee se perdeu bastante, mas nessa última temporada, eles conseguiram recriar boa parte da energia que tinah na primeira temporada. Glee não teve o final que eu esperava, e tão pocuo o merecido, mas foi um final digno. Um final que me dava medo, sempre que eu tentava ver a algum episódio da 4° ou da 5° temporada.
    Comparar Glee com The O.C., sério? Em Glee, pelo menos, eles conseguiram ressuscitar a série na última temporada. Já em The O.C. a partir da segunda temporada, a qualidade só fez cair. E a última temporada foi, sem dúvidas, uma das piores coisas que eu já assisti.

  15. Alexandre Reis disse:

    Concordo.

  16. Israel Oliveira disse:

    Ótimo texto. Não concordo completamente com você, tenho muito mais elogios do que críticas. Acho até um tanto injusto apontar as irregularidades de Glee e esquecer que outras séries já consideradas clássicas também foram defeituosas, como Friends. Divergência de opinião à parte, parabéns pela seu texto (que está melhor do que a do próprio autor dessa análise).

  17. Guest disse:

    Eu tenho com toda certeza uma opinião totalmente diferente que a sua. Glee assim como toda produção Televisiva tem como objetivo cativar publico e dar lucro, isso inclusive que a série que vc se diz Fan Friends fez muito bem. Glee também fez o menso diversas vezes. Contudo a serie fez mais pelo publico do que algumas outras, pessoas mudaram suas ideologias pela forma como eram abordadas na série, grandes sucessos foram apresentados a uma nova geração de expectadores e consumidores do mercado musical.
    É totalmente irreal falar sobre a forma como as edições e correções foram feitas em cada musicas afinal Glee fez um grande série de shows ao vivo e moveu milhares de pessoas para esses shows. O Fato é sua crítica foi desrespeitosa para com fans da série em questão e isso faz você perder sua credibilidade, se glee é irrelevante, a sua opinião então…

  18. Gabriel Vieira disse:

    Eu tenho com toda certeza uma opinião totalmente diferente que a sua. Glee assim como toda produção Televisiva tem como objetivo cativar publico e dar lucro, isso inclusive que a série que você se diz Fan Friends fez muito bem. Glee também fez o mesmo diversas vezes. Contudo a serie fez mais pelo publico do que algumas outras, pessoas mudaram suas ideologias pela forma como eram abordadas na série tabus e assuntos atuais, grandes sucessos foram apresentados a uma nova geração de expectadores e consumidores do mercado musical, entre todas outras conquistas como reconhecimento mundial e prêmios dados pela crítica ESPECIALIZADA.
    É totalmente irreal falar sobre a forma como as edições e correções foram feitas em cada musicas afinal Glee fez um grande série de shows ao vivo e moveu milhares de pessoas para esses shows. O Fato é sua crítica foi desrespeitosa para com fans da série em questão e isso faz você perder sua credibilidade, se Glee é irrelevante, a sua opinião então…

  19. Vini disse:

    Discordo! Foi uma excelente crítica, a série sempre foi zoada e todo mundo sabe. Fazia piadinhas legais cá e lá e tinha a bela interpretação de Jane Lynch e às vezes de Lea Michele, Chris Colfer e Matthew Morrison, mas só! Não é só porque ela dava um tratamento legal para as “minorias” que fez a série ser boa, desculpa aí…

  20. Belfort disse:

    Concordo com o Membro -A hein, foi uma crítica bem falha. A série realmente se perdia no meio de sua Trama e acabava por pegar caminhos que não deveria pegar como o excesso propagandista homossexual ao invés do bullying em geral como inicialmente e o excesso de covers dos tops do Itunes ao invés dos clássicos como faziam inicialmente…mas dizer que não era engraçada e até que os números musicais eram aquém do que se propunham (quando em base era justamente a qualidade deles que ainda mantinha a série viva) foi exagero demasiado cara. Sei que críticas são críticas e partem também de pontos subjetivos mas, acredito que nessa parte comentada faltou um pouco de honestidade intelectual para com a série

  21. Renato disse:

    Se isso for ser imparcial, meu querido, você é um pessimo, pessimo profissional! Está nitido que você sente repugnancia pela série a partir do momento que você acha o episódio para o Cory, uma jogada de marketing, se você não teve a capacidade de assistir essa série, não venha criticar ela! Pois Já vi FNL e The OC, e uma coisa é certa, nenhuma dessas séries, tinham a sintonia que os atores de Glee tinham, eles se nomeavam uma familia realmente, e muitos dos choros na série, foram sinceros. Principalmente no do Cory, então, se você se acha tão especialista em TV, seja especialista em psicologia também, por que odiar uma série e atirar pedras nela sem saber o significado que foi para outras pessoas, é totalmente anti-profissional, glee já fez sua marca, em todos que se permitiram sentir a energia que essa série é.

  22. Dianna disse:

    Sinceramente, que critica ridícula. Você nunca deve ter assistido Glee ou pesquisado parar saber a marca que Glee deixou na indústria e nada vida de milhões de fãs. Acho que o único medíocre aqui é você. (E sim o elenco de Glee marcou MUITO e você ainda os verá bastante.

  23. Henrique Grabowisk disse:

    você pode pode até falar tudo isso mas essa serie foi a melhor coisa que me aconteceu, eu estava em uma depreção profunda aos 14 anos, assisti um episodio e me interessei, logo depois ela me deu forças para seguir meu sonho na careira musical
    posso até dizer que todas as musicas do meu celular são do glee

  24. Neusa Souza disse:

    Oi Lih, foi o melhor comentário aqui dessa página para mim parabéns.

  25. Neusa Souza disse:

    Oi Bruno, primeiro vou deixar bem claro aqui que eu não sou adolescente mais, e discordo de tudo que vc falou.
    Glee foi, é, e sempre será uma das melhores séries que já existiu, sim ela pode não ser totalmente comédia, mas foi maravilhosa em vários sentidos. Ela teve temas polêmicos, que são e eram uma realidade hoje, ontem e sempre, difíceis de lidar. Ajudou muitas pessoas, mostrou que tudo é possível se vc lutar, se esforçar e seguir me frente sem olhar para trás.
    Outro ponto que eu discordo de vc é sobre as músicas e daí que teve homenagens? Posso dizer que foram merecidas.
    Uma série realista, forte, emocional e linda, que será lembrada para sempre e revista muitas e muitas vezes por todos nós (e nisso eu me incluo).
    Falando sobre as temporadas: Primeira temporada simplesmente maravilhosa, nada a dizer, começou com um ritmo ótimo, mostrando os principais personagens aos quais nós iriamos conviver por 3 longos e maravilhosos anos, e sendo que alguns ainda continuaremos a ver.
    Segunda temporada, para mim a melhor de todas, teve de tudo, até o começo de um relacionamento gay (que para mim o melhor casal do Glee), a introdução dos Warblers umas das melhores coisas que aconteceu, e a apresentação de um ator completo (Darren Criss) que chegou matando, e que se tornou parte do elenco principal e para não dizer uns dos mais visados até então.
    Terceira temporada, muito boa também, as homenagens, toda a trama fez da terceira temporada ficar muito boa também.
    Quarta temporada, embora já tenha seu começo muito triste com o término dos casais principais, ela se desenvolve muito bem, eu gostei muito também, acho que não deixou em nenhum momento a desejar, tem de tudo também, embora termine com a saída do Cory e a morte dele, ainda é uma ótima temporada.
    Agora a quinta temporada, concordo em termos que o produtor e toda a sua equipe se perdeu, agora imagina vc tem toda uma história pronto e de repente por ironia do destino o personagem principal que era o centro da história morre, ai vc precisa mudar tudo, então não foi fácil. Mas eu acho que embora todos os problemas a quinta temporada se desenvolveu bem e embora muita gente não goste dessa temporada eu acho que eles se saíram muito bem, teve o pedido de casamento (um dos mais lindos) logo no primeiro episódio, depois a homenagem a Cory no terceiro, e depois teve muitos episódios engraçados, então eu penso que novamente a quinta temporada mesmo modificada também não deixou nada a desejar.
    Sexta temporada, linda linda linda, teve 2 casamentos esperados e desejados por nós fãs e amantes de Glee ou seja Gleeks, terminou lindamente, embora tiveram alguns elementos durante o processo que não precisava, mas foi feito assim, só temos que aceitar. E para mim fechou com chave de ouro deixando nossos amores bem.
    Em relação às músicas, só posso dizer uma coisa para resumir tudo, SIMPLESMENTE MARAVILHOSO!!!!! DEMAIS!!! Músicas que fizeram parte da minha vida, e ainda fazem, que renderam momentos de muita emoção para mim e que ficaram para sempre na minha memória e no meu coração.
    Enfim, Glee é e sempre será a melhor série de todos os tempos. E eu só tenho que agradecer aos seus criadores por terem feito uma série tão maravilhosa como essa e me sentir orgulhosa de ter podido assistir a tudo isso.
    Não acho que vc fez uma crítica baseado no que vc viu e sim no seu sentimento negativo pela série, fica a dica.

  26. Henrique Dias Oliveira disse:

    desculpa mais você deixou seu gosto pessoal afetar em sua critica.. e só você viu uso de ”ferramentas” nas musicas em glee porque venhamos e convenhamos os atores são super talentosos e sabem cantar muito bem sendo assim não usavam ”ferramentas ” nas musicas.. Glee se perdeu um pouco no seu percurso mais dizer que a serie não deixou seu legado é bobagem …

  27. Jorge Marcelo Oliveira disse:

    Com um atraso de um ano, somente ontem assisti aos episódios da última temporada. Realmente, a série funcionou no primeiro e, mais ou menos, o segundo ano. Depois, apesar de algumas boas sacadas, apoiou-se no carisma de alguns personagens.
    Jane Lynch foi o show, claro, mas sua personagem virou uma caricatura a cada nova temporada. Na sexta, então, foi triste.
    A parte que, para mim, será seu legado, foi o resgate de algumas canções, principalmente das décadas de 60 e 70, que me estimularam a baixa-las (no original, óbvio) e conhecer melhor o trabalho dos artistas responsáveis.
    Foi crítica foi pontual, pois, realmente, Ryan Murphy é um cara talentoso para ter boas ideias, mas, perde-se com o tempo. American Horror Story é seu o melhor exemplo, mas, isto é outro assunto. Meus parabéns!

  28. Pedro Tameirão disse:

    Glee divide opiniões, e é fato que as 3 primeiras temporadas foram o ponto alto da série e que a mesma se perdeu um pouco depois disso, mas é inegável o legado que glee deixa, trouxe de volta e apresentou aos mais novos tantos clássicos da música, cinema, Broadway… Rocky Horror voltou a ser assunto, fez reviver o gosto por tantos artistas talentosíssimos que haviam sido esquecidos, lembrou ao jovem de hoje a boa música dos anos 80, 90, aprofundou a Broadway e suas ramificações pra muitos que nem mesmo a conheciam… Atualmente vivemos um período de artistas mecânicos e iguais, sem aquele poder na voz de tantos outros que admiramos, e “assistir” as vozes de Lea Michele e Amber Riley e negar o talento dessas garotas é no mínimo ignorância, escutar os tributos a Barbra Streisand, a Aretha Franklin e dizer que não são, no mínimo, justas homenagens? Sem contar o impacto para a importância das artes, gente, glee surgiu em 2009, época que os EUA passavam por uma crise financeira e política, o que afetou a educação, por estados a fora, o governo considerou o investimento em “áreas importantes” e o corte em “alguns opcionais”, e foi grande a parcela que viu as artes como perda de tempo e dinheiro, o que foi um terror para professores e alunos que sabiam a importância da artes na formação de crianças e adolescentes, glee fez seu papel em, mesmo que na ficção, expor o lado de quem sofria com esse impanse o impacto positivo e gigantesco do teatro, da música nas escolas… Sem falar que mostrou o lado “não-glamouroso” das high schools americanas, onde o bullying era e ainda é um grande desafio e afeta imensamente a vida de alunos “deslocados”… Eu por exemplo sempre considerei Rachel Berry algo como a personificação dos sonhos, mesmo quando a série desandava, o caminho dela continuava nos trilhos, apesar de todos os desafios, também a Mercedes, Kurt, que foram com certeza inspiração pra quem sempre viu seus sonhos como grandes demais para sua realidade… Eu só acho que ver aquela irritante, mas talentosa “loser cafona” da primeira temporada com seus sonhos impossíveis de um Tony Awards, se tornando uma mulher forte e segura subindo ao palco pra receber seu prêmio no último episódio, deixa realmente uma mensagem, que mesmo clichê é o gás que nos faz acreditar em algo mais, que sonhos realmente se realizam… Obviamente essa é a opinião de um fã, e entendo que é de total direito a recusa da série por alguns e discordar do que falei, mas não é do seu direito minimizar o impacto de glee na televisão e na música… Glee deixou seu legado? É mais que óbvio, e se achar que não e quiser “provas”, repare bem nos seus 2 globos de ouro de melhor série! :)

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