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Por: Redação Ligado em Série

Crítica | A excelente primeira temporada de The Flash

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Desde que a Marvel tomou as rédeas de boa parte de seus personagens no cinema, o “universo expandido” virou moda em todas as áreas do entretenimento, não importando se a obra foi baseada em quadrinhos ou não. A DC Comics, que nos últimos anos comeu poeira da Casa das Ideias no quesito adaptações bem-sucedidas, percebeu (finalmente) que não tinha que ficar parada. Nas telonas ainda engatinha, mas na tevê está conseguindo ótimos resultados. Primeiro com Arrow e agora com The Flash, que terminou muito bem sua primeira temporada e tornou-se a melhor série de super-heroi da atualidade (junto à Demolidor, da Marvel).

Quando foi anunciado que Flash ia virar série em 2014, inicialmente apresentando o personagem em um episódio duplo da segunda temporada de Arrow, pouco podia se esperar, levando em consideração que a primeira tentativa de adaptar o herói para a telinha no início dos anos 1990 só durou uma temporada. Porém, após a estreia oficial, o receio diminuiu e com o passar das semanas, graças aos efeitos especiais e o roteiro bem amarrado, a produção provou que tinha qualidade para segurar a peteca.

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A primeira temporada mostrou o jovem Barry Allen (Grant Gustin) ganhar superpoderes após a explosão do acelerador de partículas em sua cidade, a fictícia Central City, o que o deixou em coma por nove meses. Após se recuperar, e com a ajuda de Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh), Caitlin Snow (Danielle Panabaker), Cisco Ramon (Carlos Valdes) e Joe West (Jesse L. Martin), Barry ajuda sua cidade contra os “vilões da semana” que também ganharam poderes sobrenaturais com o acidente (ideia semelhante usada em Smallvile, outra adaptação de quadrinhos). Mas seu foco principal é descobrir o culpado da morte de sua mãe, ocorrida há 25 anos, e que fez seu pai (John Wesley Shipp, o Flash da série noventista) ser preso injustamente. Sua única pista é o assassino ter os mesmo poderes que ele.

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A série se destacou pela paciência em mostrar a evolução do personagem, que não se tornou o super-herói infalível da noite para o dia. Barry comete erros, questiona-se, tenta se superar, e a produção não apresenta informações importantes da trama de uma vez. Os roteiristas sabiam que tinham duas dezenas de horas para contar tudo, e souberam usar bem todo esse tempo. Tudo bem que houve “barrigas” no meio da temporada, mal de todas as séries que se prestam a ter esse número de capítulos, mas tiveram tempo de corrigir o que deu errado e exaltar o que foi bem feito.

Destaque para o Dr. Harrison Wells, um homem que fazia você, assim como Barry, sentir afeição e aversão. Um vilão muito bem arquitetado, sem afetações, o que trazia muitas dúvidas nos primeiros episódios (tinha boas ou más intenções em ajudar o Flash? Por que fingia precisar da cadeira de rodas? Que sala era aquela que mostrava um jornal do futuro e só ele tinha acesso?). Aos poucos foi mostrando sua porção maligna, mas gerando uma ambiguidade em não deixar de ser afetuoso em alguns momentos. Outra boa inclusão foi a da dupla Capitão Frio e Onda de Calor, e a ótima reunião dos atores Wentworth Miller e Dominic Purcell, de Prison Break.

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Os produtores da série também mostraram que efeitos que qualidade podem sair baratos, prova disso foi o episódio em que foi apresentado o vilão clássico Gorila Grodd, um macaco gigante feito em CGI, que mesmo com a limitada verba da tevê, souberam usar sombras e outros efeitos para disfarçar possíveis imperfeições. Óbvio que não vamos ver esse personagem sempre, devido a restrições orçamentárias, mas só de saber que ele pode aparecer pouco que seja, já é uma alegria.

Com diversas pistas (incluindo o surgimento de um capacete bem familiar para quem acompanha os quadrinhos) e um final de temporada emocionante, The Flash parece estar em boas mãos para garantir uma segunda temporada ainda melhor e ajudar o “universo expandido”, que começou com Arrow e em 2016 vai aumentar com Legends of Tomorrow. Prova que a DC Comics aprendeu a usar seu poder de fogo na tevê. Só falta acordar para o cinema.

4star

The Flash é exibida no Brasil todas as quintas às 22h30 pela Warner Channel.

18 respostas para “Crítica | A excelente primeira temporada de The Flash”

  1. andreroedel disse:

    Boa crítica! The Flash foi uma grata surpresa. Pra mim, a melhor série baseada em quadrinhos da atualidade. Também seria bom destacar mais o ótimo personagem Cisco, alívio cômico da série e responsável pelas referências ao universo da cultura pop. Ah, só uma correção: o nome do personagem interpretado por Dominic Purcell é Onda Térmica, e não Onda de Calor.

  2. Bruno Sousa disse:

    Ótima temporada mesmo. Muitas vezes nem parecia série da CW de tão boa.

  3. Felipe Storino disse:

    Caramba, vocês estão realmente empolgados pra dizer que The Flash é excelente. Com muito boa vontade a série conseguiu ficar no razoável. Foram muitas coisas patéticas ao longo da temporada, o auge foi aquela vilã das abelhas robóticas. Um herói com super velocidade ficou simplesmente parado quando as abelhas vieram atrás, esperando a Felicity desabilitar as mesmas. Sem contar aquele plano mequetrefe pra fazer o Capitão Frio e o Onda Térmica cruzarem os raios, sendo que ele podia simplesmente desarmá-los com a velocidade.

    E quando finalmente fizeram um episódio épico, com Barry voltando um dia no tempo, os roteiristas estragaram tudo no episódio seguinte. Perderam uma oportunidade de fazer algo realmente interessante, com o Barry que viajou no tempo consertando tudo de ruim que aconteceu. Enfim, é estranho ver vocês do site sendo tão exigentes com certas produções e chamando de excelente coisas como The Flash.

  4. Anderson Lima disse:

    Curti muito a série, principalmente após o décimo episódio. Agora, tirando o Grodd, não concordo que os efeitos especiais estão bons. Só os efeitos do Flash são de qualidade. Agora os dos vilões, são bem ridículos. Espero que eles melhorem isso na próxima temporada.

  5. lucasmorbeck disse:

    Cara, exatamente o que eu penso.

  6. Angelo Cestaro disse:

    Bom texto Marcio. lembro-me que a primeira grande superprodução envolvendo super heróis foi da DC. O Superman em 1978 foi um marco. nunca se viu uma produção tão boa envolvendo um super herói dos quadrinhos até então, nos últimos tempos a Marvel se destacou mais no cinema e a DC mais nas animações, agora ambas vem realizando ótimas séries. Quem ganha são os nerds de plantão com produções bem acima da média

  7. Diego Salvador disse:

    Muito obrigado pelo seu comentário! Tem anos que não assisto séries da CW porque sei que são meio boca. Quando vi bons comentários sobre Arrow e Flash na internet fiquei desacreditado, mas estava quase cedendo. Você acabou de me fazer mudar de idéia e desistir de tentar assistir. Valeu!

  8. Scarface_HQ disse:

    Não, The flash é uma grata surpresa, estes pontos são pouca coisa para o que este serie mostrou, me surpreendeu positivamente e final de temporada empolgante. O ruim é o formato de 24 episodios, é muito!

  9. Scarface_HQ disse:

    A serie ficou muito boa, tirando um ou dois episodios, souberam aproveitar tudo de maneira bem interessante criando uma historia bem quadrinhos mesmo com vilões carismáticos.
    O negativo é quando cai no romancizinho, dae enche o saco.

  10. Diego Salvador disse:

    Pois é. Hoje em dia não tenho muito tempo livre e tem várias séries que eu quero ver. Estou evitando ao máximo essas séries com mais de 13 episódios por temporada.

  11. Palmeirense! disse:

    Série razoável.
    Ficou meia que enjoativa por focar muito na Iris West.
    Sobre os efeitos especiais nota 6,5.

  12. DrZerpudo disse:

    Bom, após assistir a série posso ressaltar pontos positivo e pontos negativos. Pontos positivos foi o fato da iniciativa de fazer este personagem, que para mim é o personagem mais complexo e difícil de se trabalhar devido a questão de velocidade, espaço e tempo. A série se destaca no vilão o Dr.Wells (Flash Reverso) sem dúvidas é o melhor personagem, contudo ele também é o alvo da maior crítica que faço a sério que no caso o seu banimento da linha do tempo, ou seja, se teu ancestral morreu sendo assim o Flash Reverso não chegou de existir então temos o grande paradoxo que foi a falha da série: A morte da Mãe do Barry pelas mãos do Flash Reverso. Contudo acho q esta valha pode ser corrigida na segunda temporada se utilizar corretamento outro personagem que deve e pode crescer muito na série, CISCO RAMOM, que tem a habilidade de lembrar das linhas do tempo dos universos paralelos podendo assim potencializar muito a série, ou seja, uma linha do tempo caótica q aconteceu devido uma série de decisões tomadas pelo Flash mas q na verdade não aconteceram, é apenas um lembrança na mente do CISCO em que esta sendo analisada pela equipe sobre as reais decisões que o Flash deve tomar quando e se necessário ter que fazer viagens no tempo. Enfim, os defeitos da série na primeira temporada podem ser corrigidos pelo existência do personagem CISCO, e assim espero que seja feito, pois o Flash Reverso não pode ficar de fora da série, em um certo momento é fundamental a ressurgência do mesmo.

  13. carol gonçalves disse:

    eu nao sou uma fãzassa de comics mas nada contra , tanto q comecei a assistir the flash casualmente e viciei, assisti uma tempo em 10 dias!! achei ela otima…

  14. carol gonçalves disse:

    acho nada a ver suas criticas, vc tah dizendo coisas do roteiro q sao suas preferencias, é como se eu dissesse: eu naum gostei da serie, pq eu queria q o barry usasse um moletom vermelho e nao azul, e blablabla tudo q vc notou é mto pouco, uma serie se faz pelas caracteristicas de seus personagens e nao esses detalhes

  15. carol gonçalves disse:

    tem mulheres q assistem as series, é legal pra gente se ver representada na tela por outras mulheres como iris west e caitlin snow, nao tem como focar menos na familia do barry, é primordial pra serie

  16. João disse:

    Já eu acho que eles vão abordar essa parte que você achou mais interessante depois, por que se já começar por aí é provável que as pessoas se percam na história. É necessário contar devagar! Tem coisas patéticas, mas os pontos positivos sobressaem! =)

  17. Stoker disse:

    Cara, parece que você só viu alguns episódios e a season-finale. Barry não pode alterar a linha do tempo porque o mundo vira um caos. Veja a animação Flashpoint Paradox.

  18. Marcelo Luz disse:

    Gente não fico claro, pois quando o Edy se mata ele acabou com o flash reverso e era para mudar o passado, pois não tinha como matar a mãe do Barry não falaram nada a este respeito.

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