FOTO: REPRODUçãO

Por: Bruno Carvalho

Ligado na #CCXP2015: Dia 4 com The Ridiculous 6 e balanço geral

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Demorei pra publicar sobre o quarto dia, eu sei. Desculpem. O quarto e último dia da CCXP começou com a pré-estreia de Creed, longa com Sylvester Stallone e Michael B. Jordan (Friday Night Lights), que empolgou os 2.500 presentes no auditório e fez a galera torcer em uníssono pelo personagem título Adonis Johnson. No painel de Batman vs Superman, o figurinista Michael Wilkinson fez uma apresentação recheada de detalhes sobre as roupas dos personagens Batman, Superman, Mulher-Maravilha e Lex Luthor. Ele ainda soltou interessantes detalhes da produção, como o fato do filme ter 193 papeis com fala, ao contrário dos usuais 70.

Perdi os paineis da Warner e Frank Miller para uma entrevista coletiva que a Netflix promoveu com os astros do filme The Ridiculous 6 Adam Sandler, Terry Crews, Jorge Garcia e Taylor Lautner. O painel, que seguiu a coletiva, além de apresentar uma pré-estreia do filme de surpresa, se destacou principalmente pela popularidade inigualável de Terry Crews, que roubou a cena e esbanjou simpatia. Ele certamente era o ator mais querido do público brasileiro entre os quatro presentes.

Balanço

Foi um final de semana intenso pra todo mundo que foi lá. A Comic Con Experience melhorou consideralvemente com relação à primeira edição de 2014. A diversidade e a quantidade de atrações estava maior, assim como boa parte da estrutura disponibilizada, especialmente nos paineis. Das melhores inovações estavam a fila para o auditório Cinemark, levada para dentro do pavilhão e que contava com uma passarela e um telão para o público poder acompanhar os paineis que não possuíam vídeos exclusivos e também poder ver os artistas entrando de perto, e o formato stadium lá dentro. Ainda assim, muitas pessoas – mesmo avisadas de que não conseguiriam entrar por causa da lotação – ali permaneceram durante boa parte dos quatro dias.

A organização de entrada também estava melhor e mais ágil, totalmente informatizada e com funcionários mais bem preparados. As filas foram formadas de forma ágil já no pavilhão do estacionamento, evitando confusão na entrada. Infelizmente, o São Paulo Expo já ficou pequeno para a magnitude da feira. Mais de 40.000 pessoas passaram lá por dia, numa área de 40.000 metros quadrados. É pouco, já que boa parte da estrutura estava ocupada por estandes e lojas, fazendo com que a área “útil” por visitante fosse mínima. Além disso, o acesso foi conturbado pelas obras que aconteciam no pavilhão, obrigando que o visitante andasse mais de 1km até chegar no portão de entrada em um terreno irregular, o que piorou quando vieram as fortes chuvas.

Os estandes, apesar de belos e imponentes, traziam atividades repetitivas no geral. Em pelo menos quadro deles uma das atrações era “tiro ao alvo”, como em quermesses. As atrações que se diferenciavam – a do NatGeo, por exemplo – eram demoradas e geravam muita fila. Só o estande da Netflix trouxe um jogo inteligente e que dispensava a formação de filas: um painel no topo tinha um jogo em que as pessoas poderiam participar do celular e valendo prêmios.


Acesse o álbum Ligado em Série na CCXP 2015


Fila, aliás, foi a palavra que definiu os quatro dias de CCXP. Na quinta ainda estava razoável (mantendo esse o melhor dia para visitar estandes), mas já na sexta praticamente tudo era necessária uma considerável espera, chegando ao cúmulo de, no sábado, as pessoas formarem fila até mesmo para tirar fotos com a decoração, que não era atração de estande (juro).

Na região dos paineis, conversei com um visitante que contou que já existiam três filas “não-oficiais” para entrar na oficial cercada. Era estimado mais de 5.000 pessoas esperando enquanto as 2.500 que ocupavam o auditório certamente não arredariam o pé de lá. Este é mais um desafio para a organização em 2016: ter auditórios maiores e com atrações que atraiam públicos específicos separados, já que muitas pessoas querendo ver Frank Miller, por exemplo, não conseguiram entrar porque fãs de séries estavam lá desde cedo. Talvez com uma programação diferente e mais espaço (utilizando a expansão) mais pessoas poderiam assistir sem tantos problemas para locomoção internamente.

Durante os paineis principais questionei também o excesso de pedidos pessoais na hora dos Q&As, que atrasavam consideravelmente o cronograma e diminuíam o conteúdo apresentado. Com o tempo médio de 45 minutos para cada apresentação, essas intervenções que pediam fotos e autógrafos extraiu alguns momentos de inquietação e até vaias. Mas muita gente no Twitter me disse que isso faz parte e lá, após o fã conseguir a interação com o artista, os presentes aplaudiram e o clima melhorava. Se no contrato social da Comic Con isso é OK para os demais que também pagaram e lutaram pra estar lá, então não tem problema. Afinal, não tem como não ficar feliz pelo sósia de Jorge Garcia que conseguiu uma foto com o ator ou da menina que conseguiu entregar um envelope com milhares de declarações que ela colheu de membros do fã-clube de Taylor Lautner.

Ainda assim, tomara que as pessoas acostumem com este formato de evento, que é bastante peculiar aqui no Brasil e nunca visto em tamanha escala. Não adianta chegar na Comic Con Experience e achar que vai conseguir fazer tudo. É necessário se programar, chegar cedo e focar naquilo que você quer mais fazer. A feira foi baseada na experiência que os organizadores trouxeram de San Diego, guardadas as devidas proporções, então não dá pra reclamar do formato em si, embora muita coisa ainda precisa de ajustes até chegar no nível que é lá fora. Se vacilar, perde. Eu mesmo tentei foto com a Evangeline Lilly em duas ocasiões antes de conseguir. Na primeira a fila esgotou em 2 minutos e na segunda atrasei e perdi o horário. Somente no sábado, depois de quase três horas na fila, consegui minha foto e meu autógrafo. É penoso, por isso programação é tudo. Espero que em 2016 a feira ainda esteja maior e melhor. De todo modo, foram quatro dias épicos e diferentes de tudo aquilo que vivenciamos ao longo do ano. Com paciência e organização do seu tempo, vale muito a pena.

Em breve publicarei a entrevista com Krysten Ritter e David Tennant!

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