FOTO: DISNEY+

Por: Bruno Carvalho

Crítica | Falcão e o Soldado Invernal eleva a ação a um patamar inédito na TV

Se os primeiros cinco minutos de Falcão e o Soldado Invernal derem o tom da ação para a minissérie que estreia nesta sexta, 19/03, no Disney+, estaremos diante de algo completamente inédito em termos televisivos. A sequência que abre o drama dirigido por Kari Skogland (mais uma mulher no comando, após a ótima WandaVision) traz o Falcão de Sam Wilson (Anthony Mackie) numa perseguição aérea na fronteira com a Líbia que impressiona tanto pela qualidade dos efeitos visuais, como pela intensidade – equiparando-se às grandes cenas de ação dos melhores exemplares do cinema, de Missão Impossível a Capitão América: O Soldado Invernal e Guerra Civil. É também uma bela oportunidade de vermos como o heroi performa quando não está, como de praxe, auxiliando os Vingadores.

Falcão e o Soldado Invernal é uma série que não possui, por óbvio, a ambição temática e narrativa da antecessora estrelada pela Feiticeira Escarlate, mas o compensa ao ampliar para o público um pouco mais do universo que circunda o “núcleo” do Capitão América, endereçando questões diretamente relacionadas com sua “aposentadoria” e também com as consequências do blip do estalo de Thanos, ambientada, assim, logo após os eventos de Vingadores: Ultimato.

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É nesse contexto que encontramos Bucky Barnes (Sebastian Stan), agora um civil que segue na constante busca de redenção pelo seu passado sombrio e Wilson, que precisa enfrentar problemas mundanos (como conseguir um empréstimo bancário sem ter renda comprovada nos cinco anos que esteve “vaporizado”). Tudo começa a mudar, claro, quando uma potencial ameaça internacional surge e acabará inevitavelmente juntando esta dupla.

Embora longo, com 48 minutos de duração, o episódio de estreia de Falcão e o Soldado Invernal não é maçante, embora poderia dosar melhor o seu ritmo, já que abre com a bela sequência e termina com um gancho que deixará o público ávido pelos próximos capítulos, porém cuidando de “questões menores” em seu segundo ato, em especial a trama desinteressante da irmã de Wilson.

Deixando este detalhe de lado, se a série seguir pelo que mostrou no primeiro capítulo, com foco na ação e no cânone relacionado não apenas a quem será o “novo” Capitão e como isso mudará o MCU para sua nova fase, teremos aí outro grande acerto de Kevin Feige e da Marvel. Que continue assim.

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