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Por: Redação Ligado em Série

Momentos icônicos de CSI: Las Vegas

Recentemente foi anunciado o retorno da série C.S.I. Las Vegas. Ela contará com alguns dos personagens originais, contracenando com novas estrelas. Da velha guarda estão confirmados Gil Grissom (William Petersen), Sara Sidle (Jorja Fox) e David Hodges (Wallace Langham). Quando surgiu, em 2000, poucos apostavam em um sucesso tão duradouro – foram quinze anos no ar. O elenco não tinha estrelas e a temática era uma novidade. Conhecido mesmo só o tema da abertura, interpretado por The Who, e o cenário.

Evidentemente a escolha de Las Vegas não foi acidental: Nevada tem um apelo visual enorme, graças aos inúmeros luminosos que aparecem nas tomadas gerais e também em determinados episódios. Muita gente viaja para Las Vegas inspirado por C.S.I. Quem não pode ir, ao menos pode trazer o cenário para dentro de casa, jogando em um cassino online. Com certeza a cidade ajudou no sucesso da série, mas também vice-versa. Após seis anos de seu último episódio, há uma grande expectativa em torno da retomada. Será que a química do novo grupo irá funcionar, mesmo sem Catherine, Nick e Jim Brass? Mudanças de personagens nem sempre são simples, como se viu no próprio C.S.I.: Ted Danson e Laurence Fishburne, dois bons atores, suaram para substituir Grissom no comando do time.

Como desta vez há mais elementos da versão original, as chances de sucesso são boas, e os novos episódios podem contar com o saudosismo dos fãs. Enquanto a nova fornada não chega, vamos relembrar alguns momentos icônicos do seriado.

Tem Nojinho?

Apesar de ser uma série family-friendly, C.S.I. inovou quando mostrou, de maneira bastante gráfica, as cenas de crime. Nada que embrulhasse o estômago de quem come em frente à TV, mas o suficiente para explicar, de maneira quase lúdica, como a vítima morreu.

Insetos!

O personagem Gil Grissom, chefe da equipe, tem uma formação como etimologista. Por isso, em diversos episódios somos brindados com larvas, insetos e similares, que são usados como maneira de resolver o mistério. Além disso, corpos putrefatos também dão as caras. Novamente, algumas cenas são bastante gráficas.

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Lado humano

A série ganhou audiência também por explorar o lado humano dos heróis. Longe de serem perfeitos, todos tinham seus esqueletos no armário (expressão interessante para definir investigadores criminais). Grissom enfrenta problemas auditivos e tem o traquejo amoroso de uma porta; Warwick tem problemas com apostas; Catherine tem um passado de dançarina exótica, mesmo tendo um pai rico e um tanto mafioso. Ao longo dos episódios, os perrengues pessoais se misturam com os casos, dando um toque humano que deixa todos ligados na TV.

Grandes vilões

Nenhuma série sobrevive 15 anos sem ter alguns bons vilões. E C.S.I. começou trazendo um ótimo, já no episódio 1 da temporada 1 – o fabricante de luvas de Halloween. Mais tarde, o Assassino da Miniaturas infernizou a equipe com mini maquetes de cenas de crime. E teve até fogo amigo, com Ecklie, superior de Grissom, atrapalhando em vez de ajudar.

Sem medo de ser incrível

Uma marca registrada da série são as tramas intrincadas e até mesmo espetaculares dos crimes. O mais simples dos casos sempre tem um plot twist, ainda que no final o culpado fosse o primeiro suspeito. E isso é muito bom. Quem assiste C.S.I. quer exatamente isso. Se for para ver a vida como ela é, assistiriam um reality show, ou um documentário.

Participações especiais

Você sabe que uma série está arrebentando quando ela atrai estrelas para participações especiais. C.S.I. tem uma pequena lista delas: um imberbe Justin Bieber (ele tem barba hoje?) foi um serial killer na primeira temporada. A oscarizável Viola Davies foi uma advogada na terceira temporada. O engraçadão John Krasinski morreu em um episódio da quinta. No mesmo ano, Kate Walsh viveu uma trans chamada Mimosa antes de ser médica na resistente série Grey’s Anatomy. E na nona temporada, uma cuidadosamente rebelde Taylor Swift foi vítima de um assassino que usava tesouras.

Mas a maior participação de todas foi a do diretor Quentin Tarantino. Ele dirigiu dois episódios no final da quinta temporada que são tidos como alguns dos melhores – e certamente mais aflitivos – da série. Neles, Nick Stokes é enterrado vivo em um lugar desconhecido, e sua agonia é transmitida online para seus colegas, que devem partir do zero e descobrir onde ele está. Quem assistiu não se esquece.

Será que a volta de C.S.I. Las Vegas vai conseguir entregar momentos tão bons quanto esses? A resposta virá até o fim do ano. Até lá, só resta curtir as reprises.

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