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Por: Bruno Carvalho

A Final do The X Factor US

por Bruno Carvalho

Desde que Simon Cowell levou o The X Factor para os EUA, o que culminou na sua saída de American Idol, comecei a prestar maior atenção neste formato – que permite maior controle técnico e qualitativo pelos jurados/mentores – e inclusive assisti vários episódios da original britânica. Os testes ao vivo e o poder de decisão dos mentores a cada eliminação são os pontos que se destacam quando comparamos esta atração com as similares que já povoam a TV há anos. Mas a partir da sua metade, a fórmula cheia de regras e protocolos combinada com a inerente rivalidade entre os mentores L.A. Reid, Nicole Scherzinger, Paula Abdul e Simon Cowell passaram a prejudicar a competição.

Conforme comentei neste artigo, as intrigas (veladas ou explícitas) daqueles que representam as categorias Meninos, Meninas, Acima de 30 e Grupos proporcionaram duas eliminações polêmicas, injustas e fora de hora, como foi o caso de Drew e Rachel Crow. Lembro que quando a despreparada Nicole Scherzinger votou em Rachel para empatá-la com Marcus Canty (frequentador assíduo do Bottom 3), levando a disputa para o público, The X Factor perdeu o controle para um público impulsionado por mera popularidade momentânea. Tudo isso se refletiu numa final morna, com finalistas que, no geral, não representavam o que o programa tinha de melhor.

Melanie Amaro ganhou. Ela é uma ótima cantora, mas tinha o fator “X”? É possível distinguí-la de uma diva pop batida como Mariah Carrey, Whitney Huoston etc.? Vale lembrar que ela somente esteve na final graças a uma regra quebrada pelo próprio criador da atração, Simon Cowell, lá no início. Depois de ter escolhido suas 4 finalistas, Simon colocou a mão na consciência e decidiu chamá-la para ocupar um 5º e inexistente lugar, no melhor estilo Silvio Santos/Frota na 1ª Casa dos Artistas. Ante às falhas da fórmula, por que não fazer um episódio Wild Card para selecionar candidatos eliminados graças à picuinhas de mentores de volta?

O telecast (exibido no Brasil em SD inclusive pelo Sony HD) mais pareceu um especial de Natal insosso e apagado, cujos melhores momentos foram aqueles em que os ex-participantes Drew, Marcus e Astro cantaram com nomes consagrados da música como Justin Bieber, Ne-Yo, Pitbull e 50 Cent. Simon Cowell teve todo o trabalho de levar The X Factor para os EUA e no final das contas o resultado não saiu do lugar-comum visto há várias temporadas em Idol. Não duvido que outros finalistas como Chris Rene, Drew e Josh Krajick acabem fazendo mais sucesso que a própria vencedora, algo que também já virou tradição com aqueles que não recebem o título de Ídolo Americano na outra atração do canal (e que volta em pouco mais de 20 dias).

14 respostas para “A Final do The X Factor US”

  1. Fabiano C. Torres disse:

    Apesar das falhas já citadas acima, gostei dessa 1ª temporada, e creio que os erros serão corrigidos para a next season.

    Em relação ao winner, Melanie, mesmice pura. Na minha opinião, quem tem o X Factor ali é Chris Rene. Uma pena.

  2. Eu gosto muito da Rachel, mas é fato que se o público queria tanto que ela ficasse, deveriam ter votado mais nela e não ter colocado a culpa em cima da Nicole.
    Quanto a Drew, apesar de ela cantar bem, a garota seguiu a mesma linha de músicas o programa inteiro, não foi capaz de mostrar nenhuma novidade, algo que surpreendesse, por esse motivo fiquei feliz quando ela saiu.

  3. A Melanie canta bem de mais, na verdade todos que ficaram na final cantam muito, mas o público tem mania de querer criar novas divas. Acredito que ela tem chances de fazer sucesso, agora é esperar pra ver.

  4. gabs disse:

    pra mim, o melhor sempre foi o jack burritos maker hahahaha na boa, o cara canta pra caralho, tem uma voz incrível e diferente, além de ser fora dessa caixinha escrota produtora de fenótipos. ele tinha sim o X Factor. A saída da Drew também foi uma palhaçada, ela era bem melhor que essa zinha ai que ganhou…mas o pior de TUDO é a nicole. sério, alguém precisa dar uns tapas na cara dessa louca e mandar ela de volta pro pussycatdolls.

  5. Anônimo disse:

    Concordo com você sobre a Drew, apesar de gostar dela a “mesmice” cansou, e também nunca achei a voz dela espetacular como alguns falam. Preferia o Josh, como em um american idol(que não lembro a season) preferia o David Cook. Apesar de tudo, eu gosto bem mais do formato do the X-factor do que do AI, bem mais.

  6. Fábio Lins disse:

    Concordo em partes. Assisto a todo tipo de reality show e foi a primeira vez que assisti The X-Factor. Resultado? Decepção. Não por quem saiu ou quem deveria sair. O programa é muito abaixo de American Idol, The Sing Off, The Voice e até The Glee Project. Tem pontos positivos, claro, mencionados acima, mas ao todo, é completamente chato e vergonhoso. PLAYBACK na fase da casa dos jurados foi terrível! O que tem de bom, é mais na fase das audições. O resto é um spinoff bem mal chupado de American Idol. Drew deveria estar entre os 3 finalistas mesmo, se não tivesse sido estragada por Simon. Concordo que Chris é o que tem o Fator X, porém, quando a decisão é do público, eles escolhem os melhores e nesse ponto Melaine ganha disparada. Não cantou nenhuma vez para se salvar. Quanto a salvação de Melaine por Simon, pra mim foi tudo armação e jogada de Marketing, deixar um excepcional cantora de fora e trazer de volta. Foi combinado claramente. Putz, escrevi demais rs

  7. Renata disse:

    obs: ninguem cantou com a Leona Lewis ¬¬ O Marcus cantou com o Pitbull e o Ne-Yo

    O Simon quebrou a regra do programa trazendo a Melanie de volta, mas no episódio, ele fala que consultou os outros jurados e TODOS concordaram, ou seja, eles estavam de acordo com a “quebra” da regra

    Enfim, a Melanie mereceu mt ganhar. A voz dela é incrível!

  8. Sam disse:

    A sério, a final foi uma porcaria!

    Passar meses naquela novela de quem seriam os jurados e depois toda aquela ladainha que foi os primeiros meses de gravação pra ter uma temporada tão medíocre é inadmissível.

    A final do XF UK desse ano foi numa arena com 10 mil pessoas. Já pode imaginar como foi grande a final.

    Os finalistas cantaram músicas de natal, fizeram um dueto com seus mentores, cantaram uma canção livre, cantaram a música que mais gostaram de apresentar durante os lives e pra finalizar cantaram a música do vencedor. Que não teve na versão americana. Tudo isso foi em clima de festar, de dever cumprido.

    A final do XF US foi morta. Steve parecia desesperado em mostrar algum talento na final, tentando salvar seu emprego. A voz do narrador não empolgou.

    A versão americana é uma vergonha pra franquia X Factor.

    A apresentação do final 12 foi VERGONHOSA.

    http://www.youtube.com/watch?v=_Pdvxo8uV3g&feature=channel_video_title Apresentação do final16 da versão britânica.

    Pra próxima temporada eles deveriam copiar o máximo possível a versão britânica. E claro, trocar o painel de jurados, o narrador, o apresentador e os responsáveis pela edição podre.

  9. Raquel disse:

    Eu gostei bastante do formato do X factor, nunca vi o britânico, provavelmente só verei se passar na tv tmb.
    Mas não possou negar que a final foi muito triste, as músicas de natal não tiveram graça nenhuma, o que salvou foi o Ne-Yo e o Putibull, nem se compara com final do American Idol, além disso eu estava torcendo pelo Chris Rene, ele estava longe de ter a melhor voz, mas sua história, simpatia e musicalidade o faziam diferente.

    Eu espero que a Melaine, que canta muito mesmo, tenha um bom produtor que a traga para 2012.

    Obs.: Chamar Mariah Carrey e Whitney Huoston, de divas Pop batidas é falta de conhecimento musical, principalmente em relação a Mariah Carrey, que se rescreveu e nunca saiu do topo de fato.

  10. Gustavo Melo disse:

    Gostei muito desse novo formato do The X Factor! Seria legal se a Sony fizesse a versão brasileira!

  11. Andrea disse:

    Uma coisa que não entendo. No Idol os jurados malhavam quem cantava Mariah, Whitney (inclusivo o Simon), queriam que fossem diferentes, ou ainda, eram péssimos porque não conseguiam chegar aos pés da orignais. Já no X-Factor quem faz isso é o máximo. Haja visto a própria Leona Lewis. Não desmerecendo a Melanie, ela canta muito. Mas, sei lá, não entendo.

  12. Danny*----* disse:

    Caraca, ñ gostei de ver Melane ganhando o The x Factor! Poxa, pra mim essse programa tinha como ´´objetivo´´ achar um fator em especial em um dos cantores que os outros da competicão ñ tivesse. Pra mim quem tem esse tal ´´fator´´ é o Chris Rene….ele é o melhor, é bastante original, criativo, e tem bastante potencial….queria muito que ele ganhasse!

  13. Mirelle disse:

    Assisti uma temporada do original da Inglaterra há uns três anos, e mais um pedaço de outra temporada. E lá o programa era muito bom, essa rivalidade entre os jurados era mais branda, mais como amigos apostando quem chega primeiro na esquina. E no US os jurados viraram inimigos, um querendo f*der o outro, sem se importar com os participantes, que são a estrela principal do programa, ou deveriam ser. Nicole, muito mala, querendo ser ‘mau’ como o Simon, e não consequindo pelo carisma zero. Paula é Paula, Simon é Simon. L.A. meio sem graça nisso tudo.
    Muita decepção X Factor no USA. Antes continuasse no UK como era (na verdade, continua, mas com outros jurados). E que passasse a versão de lá por aqui, porque na boa, dá de 10-0 nessa americana cheia de picuinhas.

  14. João Paulo disse:

    Gostei desse X-Factor. Vi algumas partes do britânico, e achei eles mto excêntricos. Mas uma coisa q tem q mudar é o LA Reid e a nicole shunizerarjar.Odeio aqueles comentários:”your music transcends the world. I reaaly think your music can change the world.”E o steve sem graça tbm. Mas tbm passei mta raiva com a eliminação da Drew e da rachelzinha, q era minha favorita.Perder pro Marcus ninguém merece.

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