O Final de Awake

[com spoilers dos episódios 1×11, 1×12 e 1×13] Awake foi uma série passageira, mas que ao longo de sua curta trajetória de 13 episódios conseguiu apresentar, desenvolver e concluir (de forma até satisfatória) uma história densa, interessante e complexa, como poucas séries do gênero são capazes de fazer. Em sua reta final, a partir do 11º episódio, o drama mergulhou fundo em sua mitologia principal, quando o subconsciente de Britten começou a lembrar melhor do acidente e de um possível envolvido, que também trabalha na polícia, o Det. Hawkings. E eu disse “subconsciente” justamente em virtude da indefinição constante de qual universo (verde ou vermelho) é o real

Awake: Slackwater

[com spoilers do episódio 1×10] Britten descobriu ou inventou um neto para suprir a falta do filho morto e, de quebra, ainda achou um bom motivo para fazer Hannah desistir da mudança para Oregon? Matou dois coelhos numa cajadada só? Isto é o que talvez nos digam Judith Evans ou Johnathan Lee, não necessariamente nesta mesma ordem. O fato é que, após um episódio morno, Awake volta com fortes emoções e uma importante revelação: Como já desconfiávamos, a capitã Tricia Harper está envolvida num caso de narcotráfico e, de alguma forma, a permanência de Britten atrapalha os planos de um poderoso chefão.

A Dualidade de Awake

[com spoilers do episódio 1×09] Ao contrário do que o colega Thiago de Goés afirmou na resenha anterior, não considero que Game Day tenha sido o pior episódio de Awake até agora. Embora sem adentrar diretamente na mitologia da série, o capítulo apresentou um belo diorama da dualidade presente na mente de Britten, representado por um importante jogo de futebol americano que mexeu com as duas realidades. Não coincidentemente, ambos os lados – vermelho e verde – estavam representados na disputa esportiva, assim como ocorre nos mundos que o detetive vivencia internamente.

Awake: Game Day

[com spoilers do episódio 1×09] Muitos acharam que, até agora, o pior episódio de Awake havia sido NightSwimming. Eu discordo. Ali, os autores apenas deram um gelo no clima tenso do suspense habitual da série, aproveitando a oportunidade para aprofundar-se em aspectos do relacionamento conjugal entre Britten e Hannah. Em vez de NightSwimming, creio que Game Day tenha sido, este sim, o pior episódio da série até o momento. Os casos investigados não empolgaram tanto e não acrescentaram quase nada à mitologia.

Awake: Nightswimming

[com spoilers do episódio 1×08] Nada da tradicional guerra entre terapeutas, nem das dúvidas existenciais envolvendo sonho e realidade. Nightswimming deu um tempo na mitologia da série, para aprofundar-se no relacionamento entre o detetive Britten e sua esposa Hannah. Foi um episódio nostálgico, no qual houve o resgate de momentos marcantes para a história do casal, com direito à banho noturno na piscina. Tudo ao som da canção romântica gravada inúmeras vezes na fita cassete mofada, para que não fosse preciso rebobiná-la.

Awake: Ricky's Tacos

[com spoilers do episódio 1×07] Começam os preparativos para a mudança do casal Britten e Hannah. Mas o homem que se alterna entre dois possíveis sonhos, agora também deu para ouvir vozes. Uma delas aconselha: “Se for morar em Portland, então nunca mais saberá da verdade“. Avisos de um amigo invisível ou artimanhas do subconsciente para boicotar a mudança? Confesso que não sei. Mas de uma coisa estou certo. A mente de Britten, seja ela insana ou normal, é extremamente inteligente. Consegue desvencilhar-se das aparências enganosas e enxergar o lobo na pele do cordeiro!

Awake: That's Not My Penguin

Por Thiago de Góes

[com spoilers do episódio 1×06] Awake é uma partida de tênis, disputada por dois excelentes jogadores. Um deles se chama Sonho; o outro, Realidade. O detetiva Britten é a pequena bola amarela. E nós somos aquele garoto na arquibancada, virando a cabeça de um lado para o outro, ad infinitum. Neste game, o serviço está com o Sonho. É um grande atleta que, no entanto, adora enganar as pessoas, fazendo-as acreditar em suas próprias mentiras. Nas horas vagas, ele prefere ser chamado pelo nome de guerra, Esquizofrenia. Britten é esquizofrênico? Ele criou mundos de fantasia para encobrir a dor pela morte de seus entes queridos? Continua se esforçando para conciliar a rotina do trabalho com os encontros românticos com a esposa falecida? (Não deu certo no café da manhã, nem no almoço, dará certo no jantar?) Continua esforçando-se para melhorar a comunicação com o filho morto? Comemora secretamente o abraço da nora, recentemente apresentada? Ponto para o Sonho.

Awake: A Temporada Até Agora

Por Thiago de Goés

[com spoilers dos episódios 1×03, 04 e 05] Já não era sem tempo Britten ser visto como suspeito de algum caso que investiga. Afinal, seguindo pistas ocultas vindas de um mundo paralelo, ele está quase sempre no lugar certo e na hora certa. Sem justificativas lógicas que possam ser reveladas, o detetive se mantém um passo à frente de seus colegas de trabalho nas investigações. Tamanha eficiência é ainda mais improvável se for considerado o esperado luto pela morte da esposa ou do filho, dependendo do ponto de vista ou da cor de sua pulseira… Depois de reabrir um caso antigo, para prender o verdadeiro culpado e salvar o filho das mãos do sequestrador, que havia sido preso injustamente (o sentimento de culpa pode ser combustível de uma mente esquizofrênica?); depois de desmascarar a versão de um suicídio forjado para encobrir um crime de motivos financeiros; depois de arrancar a confissão da ex-babá do filho Rex, uma cúmplice de um traficante num crime para sustentar o vício (É mais fácil ser detetive do que pai?); agora Britten tem um novo desafio: prender um serial killer dado como morto. Os indícios apontam para a atuação de um imitador. Para piorar a situação, quase todos acreditam que este imitador pode ser Britten, por causa de uma armação do autor dos crimes, que conseguiu enganar a agente do FBI, Santoro.

Ela está escrevendo um livro sobre o criminoso que julga estar morto e não aceita a hipótese de ter matado o homem errado. Por isso, acusa Britten com todas as forças! A grande ironia é que ela será a próxima vítima do famoso serial killer e será salva por aquele que tanto injustamente acusou: Britten. Detalhe para o close no rosto de Santoro, quando ela encara Britten no hospital, após ter sido salva por ele. Que vergonha, hein? Tudo isto é pano de fundo para a trama psicológica que segue entre as duas realidades. Britten está cada vez mais próximo do filho e no entanto mais distante da mulher. Hannah quer se mudar para Oregon, e não envolve muito o esposo nesta decisão. O casamento de Britten está em crise? O psicanalista acredita que sim. Eu também. Para o Dr. Jonathan Lee, este pode ser mais um caso clássico de separação de casal, após a morte do filho. Ele alerta que alguns relacionamentos costumam se deteriorar pouco a pouco, sem brigas ou traições. Apesar da cena final em que Hannah tranquiliza Britten, dizendo que está tudo bem entre os dois, eu não acredito nesta hipótese. Na minha opinião, não vai demorar muito para que comece a pintar um clima entre Britten e Tara, a treinadora de Tênis de Rex, que ajudou na reaproximação entre pai e filho muito mais do que Hannah. Talvez, em alguns episódios veremos se estou certo ou não. Além disso, como suspeita a terapeuta Judith Evans, a mudança para Oregon pode significar uma evolução no quadro clínico de Britten, e isto pode ser muito doloroso. Cenários diferentes podem gerar um desequilíbrio entre as duas realidades? Estaria Britten inconscientemente optando pela realidade na qual o filho está vivo e agora mais próximo? A paternidade está pesando mais do que o matrimônio?

Perguntas importantes que talvez sejam respondidas nos próximos episódios. Por enquanto, acho que Britten julga lhe cair melhor a pulseira verde. Veremos!

Thiago de Góes é jornalista, escritor e blogueiro por trás do Lostalgia. Essa foi sua mais nova contribuição como colunista convidado do Ligado em Série!

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