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Por: Redação Ligado em Série

Os melhores filmes de 2015!

filmes2015

Nem política, nem futebol, nem religião: o tópico que rende mais polêmicas na sociedade moderna diz respeito a listas. Listas podem desencadear discussões quilométricas e iniciar guerras. Entretanto, há de se levar em consideração o fato de que listas são muito legais mesmo e, além de serem referência, com frequência proporcionam diversas outras indicações boas. É um dos casos onde os benefícios se sobrepõem aos percalços (mesmo que guerras sejam iniciadas).

Bem, já temos a lista das melhores séries de 2015, então nada mais justo do que fazer um compilado com os melhores filmes do ano – lembrando sempre que o apanhado leva em consideração apenas produções lançadas comercialmente no Brasil em 2015 (em qualquer mídia). Pode ser que alguma película tenha ficado de fora porque a) sou esquecido e nem sempre anoto as coisas ou b) realmente não vi o filme. Ou seja, fiquem mais do que à vontade para completar a lista nos comentários.

Seguem os destaques do ano (sem ordem de preferência) e logo depois os piores, a surpresa e o top 3:

OS DESTAQUES

Whiplash (Whiplash – Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle) – 4/5
Clouds of Sils Maria (Acima das Nuvens, de Olivier Assayas) – 4/5
Wild (Livre, de Jean-Marc Vallée) – 4/5
Foxcatcher (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo, de Bennett Miller) – 5/5
Leviafan (Leviatã, de Andrey Zvyagintsev) – 4/5
Citizenfour (idem, de Laura Poitras) – 4/5
Selma (Selma: Uma Luta Pela Igualdade, de Ava DuVernay) – 4/5
Kingsman: The Secret Service (Kingsman: Serviço Secreto, de Matthew Vaughn) – 4/5
The Drop (A Entrega, de Michaël R. Roskam) – 4/5
Top Five (No Auge da Fama, de Chris Rock) – 4/5
Inside Out (Divertida Mente, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen) – 5/5
Ex-Machina (idem, de Alex Garland) – 5/5
Hot Girls Wanted (idem, Jill Bauer, de Ronna Gradus) – 4/5
The True Cost (idem, de Andrew Morgan) – 4/5
The Babadook (O Babadook, de Jennifer Kent) – 5/5
Danny Collins (Não Olhe Para Trás, de Dan Fogelman) – 4/5
Entourage (Entourage: Fama e Amizade, de Doug Ellin) – 4/5
Spy (A Espiã Que Sabia de Menos, de Paul Feig) – 4/5
The Martian (Perdido em Marte, de Riddley Scott) – 4/5
En duva satt på en gren och funderade på tillvaron (Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre a Existência, de Roy Andersson) – 4/5
Listen Up Philip (Cala a Boca Philip, de Alex Ross Perry) – 4/5
Inherent Vice (Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson) – 4/5
The Rewrite (Virando a Página, de Marc Lawrence) – 4/5
The Hunger Games: Mockingjay – Part 2 (Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, de Francis Lawrence) – 4/5
Best of Enemies (idem, de Robert Gordon e Morgan Neville) – 5/5
Que Horas Ela Volta? (idem, de Anna Muylaert) – 5/5
Mistress America (idem, Noah Baumbach) – 5/5
Frank (idem, de Lenny Abrahamson) – 5/5
Beasts of No Nation (idem, de Cary Joji Fukunaga) – 5/5
The Gift (O Presente, de Joel Edgerton) – 4/5
El Clan (O Clã, de Pablo Trapero) – 4/5
Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força, de J.J. Abrams) – 5/5

OS PIORES

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Não é nenhum plot twist shyamalanesco que Fifty Shades of Grey (Cinquenta Tons de Cinza, de Sam Taylor-Johnson) preencheu as telonas do país com diálogos e situações risíveis e uma capacidade de envolvimento quase negativa, nem que Furious 7 (Velozes e Furiosos 7, de James Wan) tenha como pilar principal da história o fato de suas personagens serem mastodonticamente estúpidas. Já Jurassic World (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, de Colin Trevorrow) faturou alto ao pegar a nossa nostalgia e transformar ela em um insosso, anti-carismático, anti-emocionante e chato manual de roteiro, enquanto a artificialidade dos Wachowski marcou presença no sonolento Jupiter Ascending (O Destino de Júpiter, de Andy e Lana Wachowski), um desfile de carros alegóricos com uma trama mal desenvolvida e que, parece, se propõe a fazer as pessoas detestarem o Eddie Redmayne (e consegue).

A demência absoluta de Fantastic Four (Quarteto Fantástico, de Josh Trank) foi além, ignorando completamente conceitos como estrutura, direção, história, montagem, atuações e outros para se contentar em colar algumas cenas ruins juntas e torcer para dar certo, aproveitando o que parece ser um roteiro composto de oito palavras (“filmes de heróis dão dinheiro. Vamos fazer um“). Mas o grande prêmio com certeza vai para The Ridiculous 6 (idem, Frank Coraci), delírio coletivo que resultou em uma montanha de merda tão vertiginosa que Adam Sandler é capaz de usar a própria película como cocô em alguma piada escatológica nos futuros filmes.

A SURPRESA

Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller)

Fury Road é uma daquelas produções tão espetaculares que fazem a tela do cinema parecer pequena. Uma ode à ação descontrolada e alucinada e ensandecida, que deixa o comum de lado e a cada momento tenta dilatar as pupilas do espectador. O equivalente fílmico a cheirar cocaína. George Miller humilhou todos os limites e apresentou para o mundo um filme insanamente envolvente, empolgante, onde até os momentos mais tranquilos são recheados de beleza e intensidade, onde o roteiro se adequa à proposta de explodir tudo e as personagens conseguem ser cativantes. De tempestades de areia a carros que fazem os Transformers parecerem pen-drives, a produção jogou lá para cima os níveis de insanidade e loucura que um filme de ação consegue atingir. Imagino que Mad Max: Fury Road seja o que acontece com uma pessoa quando ela cai em um buraco negro.

O TOP 3

Sicario (Sicario: Terra de Ninguém, de Denis Villeneuve)

sicario

O cinema de Denis Villeneuve é incrivelmente tenso e intenso (Incendies, Prisioners, Enemy), e Sicario dá continuidade à jornada do cineasta pelas estradas do niilismo: sem um segundo sequer de tranquilidade, o filme expõe o horror dos cartéis, a dificuldade da luta contra as drogas e as alianças por debaixo dos panos e atira uma incauta personagem no meio desse furacão físico e moral. Villeneuve conduz a história com talento descomunal, explorando as ameaças e a ambiguidade do universo para manter o espectador sempre colado à tela. Contando ainda com uma Emily Blunt e um Benicio Del Toro em chamas, Sicario esmaga o público com uma crueza que é tão envolvente quanto impactante, mergulhando tudo e todos naquele claustrofóbico mundo sem lei.

No Final da Turnê (The End of the Tour, de James Ponsoldt)

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Uma road trip agridoce, impecavelmente escrita, ornamentada por uma trilha inspirada e oferecendo alguns dos melhores diálogos do ano, The End of the Tour é daquelas obras que conseguem aproximar o público das personagens de forma orgânica, criando uma conexão íntima entre as poltronas e a tela. Os debates estimulantes entre os dois Davids são usados não apenas para desfilar alguns insights brilhantes sobre arte e vida, mas também para expor – às vezes sutilmente, às vezes de forma mais intensa – os medos, defeitos, expectativas e decepções deles. Liderada por uma atuação monstruosa de Jason Segel, que torna David Foster Wallace um grandalhão carismático, gentil e querido – e sem dúvidas problemático -, a produção destila sensibilidade, e é impossível não ser cativado pela atmosfera de cumplicidade que James Ponsoldt constrói ao redor dos dois. Além disso, The End of the Tour permite um olhar desmistificado, ainda que um tanto romantizado, sobre um dos maiores escritores da nossa geração. Tipo de filme que deixa aquele gostinho de autoreflexão na boca (embora, claro, você acabe se tornando você mesmo).

Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance) (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), de Alejandro Gonzáles Iñarritu)

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É fácil se distrair pela forma de Birdman – lançamentos de foguete da NASA não devem exigir tanta logística quanto um filme que passa por um teatro, pela Times Square e pelo céu no mesmo plano – e deixar o conteúdo de lado, mas a verdade é que o cooper visual de Iñarritu e Emmanuel Lubezki (diretor de fotografia) acompanha personagens instigantes, diálogos vitoriosos, situações incríveis/absurdas, comentários certeiros sobre a indústria do entretenimento e um poderoso arco dramático percorrido pelo protagonista. Além disso, é uma abordagem tão esperta que, mesmo “sem cortes”, consegue utilizar recursos tradicionais tipo elipses e atmosferas oníricas, o que é tipo um registro em cartório do talento dos realizadores. Assim, Birdman se torna uma visão artística extremamente coesa, bailando de forma fluida pela história em uma linguagem visual distinta e pertinente enquanto acompanha um elenco absolutamente endemoniado. Com tantos aspectos da narrativa tão bem definidos e salientes – direção, fotografia, roteiro, atuações -, o grande mérito da produção de Iñarritu é justamente usar todos eles de forma harmônica para mergulhar o espectador nos conflitos artísticos/pessoais da trama. Duas horas de magia cinematográfica – sem cortes.

9 respostas para “Os melhores filmes de 2015!”

  1. richard disse:

    Minha lista:

  2. richard disse:

    Minha lista

    1 Birdman (2014)

    2 Ano mais Violento (2014)

    3 Expresso do amanhã (2013)

    4 Sicario

    5 Divertida Mente

    6 Mad max

    7 Dois Dias, Uma Noite (Deux jours, une nuit 2014)

    8 Phoenix (2014)

    9 Missão Impossível 5

    10 Star Wars 7

    11 Vicio Ineremte (2014)

    12 Obediência (Compilance 2012)

    13 Homem Irracional

    14 Perdido em Marte

    15 Ex machina

    16 Tomorrowland

    17 Mistress America

    18 Timbuktu (2014)

    19 Honeymoon (2014)

    20 Colina Escarlate

    21 Kinsgsman (2014)

    22 Livre (2014)

    23 FoxCatcher (2014)

    24 Vingadores 2

    24 A Incrível História de Adaline

    26 Presente

    27 Negócios mortais (Not safe for work 2014)

    28 Babadook (2014)

    29 Exterminador do Futuro 5

    30 Casa Grande

    31 Jurassic Park 4

    32 Jogo da imitação (2014)

    33 Terceira Pessoa (2013)

    34 Olhos Grandes (2014)

  3. Ailton disse:

    És fraco a elaborar listas (ainda mais, uma lista que reúne os melhores de um ano inteiro!). Apesar de alguns serem bons filmes, uma coisa é certa: ou estavas distraído a elaborar esta lista ou sou eu que não percebo nada disto!

  4. Rebeca disse:

    Minha lista:
    1- mad max
    2- star wars
    3- birdman
    4- divertidamente
    5- de que horas ela volta
    6- babadook
    7- exterminador do futuro
    8- homem formiga
    9- a colina escarlate
    10- turbo kid
    11- entre abelhas

  5. Wellington Duarte disse:

    Gostei muito de Insurgente. Não sei se mais alguém gostou, mas eu me amarrei!

  6. Otavio Lima disse:

    Minha Lista:
    10 – Missão Impossível – Nação Secreta
      9 – Vingadores – A era de Ultron
      8 – Homem Formiga
      7 – King’s mam – Serviço Secreto
      6 – Perdido em Marte
      5 – Jurassic Word
      4 – Wiplesh
      3 – Divertidamente
      2 – Mad Max – Estrada da Fúria
      1 – Star Wars – O Despertar da Força

    Mas tem alguns filmes que ainda quero ver e podem entrar para os melhores do ano: Birdmam / Sicario / Foxcatcher…

  7. leo liçarassa disse:

    Nossa eu odiei Birdman muito chato e olha que eu gosto de trama lenta mas esse filme eu não gostei.

  8. Rodolfo disse:

    Alguns destes filmes foram lançados no Brasil apenas em 2015.

  9. marcos disse:

    Foxcatcher é muito chato. Mas põe chato nisso. Fora do meio crítico, não conheço ninguém que gostou.

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